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Uma História para Ter um Futuro

Hitler, um patriota militar democraticamente eleito

Os alemães sabem muito bem como foi a história com Hitler. Ele era um patriota que queria acabar com a corrupção de seu país. Com grande apoio popular, foi eleito pela maioria dos alemães.

Adolf Hitler
1918: Sua experiência em combate reforçou seu patriotismo, fazendo dele um nacionalista apaixonado.
1922: Os discursos vitriólicos de Hitler na cervejaria de Munique começaram a atrair grandes multidões com muita frequência. Ele utilizava táticas populistas, incluindo o uso de bode expiatórios, no qual ele jogava toda a culpa pelos males que o país atravessava.

“Nós nos irrompemos em um frenesi de orgulho nacionalista que beirava a histeria. Por vários minutos, nós gritávamos a plenos pulmões, com lágrimas caindo dos nossos rostos: Sieg Heil, Sieg Heil, Sieg Heil! Daquele momento em diante, eu pertencia, de corpo e alma, a Adolf Hitler.”

Em 1934, Hitler tornou-se democraticamente chanceler a partir da maioria dos votos dos alemães. Discursava contra a corrupção, contra o comunismo judeu e contra o capitalismo judeu.

A partir do ano seguinte, em 1935, Hitler passou a deixar cada vez mais claro que a constituição alemã daquela época limitava seus poderes pela limpeza política dos alemães cansados de serem explorados pelos corruptos.

Qualquer semelhança com o Brasil, é mera coincidência?

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Uma História para Ter um Futuro

Outro Golpe? Vamos pra 8ª Constituição?

Ontem, dia 19/04, Dia do Exército. 2020. É o 2º ano do Governo do Capitão Jair Messias Bolsonaro. Diversos simpatizantes do Presidente da República realizam festividades nos quartéis. Alguns fazem passeatas espontâneas para fora dos quartéis. Estão indignados com a ingovernabilidade sofrida pelo Chefe do Executivo devido a submissão constitucional aos outros dois Poderes, o Legislativo e o Judiciário. Com cartazes defendendo a volta do Regime Militar entre 1964 e 1984, querem um Golpe de Estado contra a Constituição de 1988.

Leio o artigo da Anna Maria Campos, escrito em 1988, publicado em 1990. Ela explica por quê os EUA ainda estão na mesma constituição desde 1787. E o Brasil não sai do dilema entre ditadura e democracia há 130 anos.

No Brasil, sempre fica-se achando que a solução é um golpe pra acabar a corrupção:

1824. Primeira Constituição do Brasil. Império de D. Pedro I desde 1822. Em 1831, D. Pedro I deixa o Brasil aos cuidados de seu filho de 5 anos, D. Pedro II, tutelado por José Bonifácio. Em 1940, aos 14 anos, este assume a administração federal com o Golpe da Maioridade.
1889. Exército derruba o Império. Instala uma República com a 2ª Nova Constituição em 1891.
1930. Exército derruba a Democracia com Getúlio Vargas. 3ª Nova Constituição em 1934.
1937. Exército derruba a Constituição de 1934 com Getúlio Vargas. 4ª Nova Constituição.
1945. Exército derruba Getúlio Vargas. Eleição democrática onde somente Militares se candidatam a Presidente da República. 5ª Nova Constituição em 1946.
1961. Exército derruba o Presidencialismo da Constituição de 1946. É imposto o Parlamentarismo a João Goulart.
1963. João Goulart consegue retornar ao Presidencialismo.
1964. Exército derruba a Democracia. 6ª Nova Constituição em 1967.
1969. Após Passeata dos 100 mil em 1968, patrocinada por universitários e pela CNBB, em defesa da abertura democrática, general Costa e Silva endurece e resolve acabar com as Liberdades de Manifestação e de Expressão, com o AI-5.
1974. Exército permite que o MDB, partido de oposição aos militares, torne-se maioria do Congresso após 10 anos de repressão. Generais Geisel e Figueiredo são pressionados para abertura democrática pelos arcebispos e pela CNBB. Presidente americano Jimmy Carter advoga contra os regimes militares em sua defesa dos Direitos Humanos.
1984. Exército finaliza seu próprio Governo. Eleição indireta escolhe Tancredo Neves.
1985. Tancredo deveria assumir, mas morre. Sarney assume.
1986. Eleições Gerais criam uma Assembléia Constituinte. Instaurada 7ª Nova Constituição em 1988.
1989. Collor é eleito democraticamente. Assume em 1990. Sofre impeachment em 1992. Itamar Franco assume.
1993. Plebiscito popular escolhe Democracia Presidencialista.

Não dá pra não lembrar que já foram dados vários golpes. E a corrupção sempre voltou. O Exército já deu golpe várias vezes na história do Brasil. Sempre dentro da argumentação de que o povo não sabe votar, o povo só escolhe parlamentar corrupto. E a corrupção sempre volta toda de novo. O povo é quem realmente não sabe escolher. Enquanto o povo não aprender, não adiantam golpes.